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domingo, março 8, 2026
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Papa Leão XIV pede fim dos bombardeios e defende diálogo diante da violência no Irã e no Oriente Médio

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Papa Leão XIV pede fim dos bombardeios e defende diálogo no Irã e no Oriente Médio
O Papa Leão XIV afirmou neste domingo (8) que continuam chegando notícias “profundamente preocupantes” do Irã e de outras partes do Oriente Médio, e pediu o fim da violência e novos esforços para abrir espaço para o diálogo.
Após rezar o Angelus na Praça de São Pedro, o pontífice disse que o conflito está alimentando o medo e o ódio e manifestou preocupação com a possibilidade de escalada, que poderia arrastar outros países da região, incluindo o “querido” Líbano.
Diante de cerca de 15 mil peregrinos reunidos no Vaticano, o pontífice citou especialmente a situação no Irã, marcada, segundo ele, por “violência e devastação” e por um “clima generalizado de ódio e medo” que se estende por toda a região.
Queridos irmãos e irmãs, continuam chegando notícias do Irã e de todo o Oriente Médio que causam profunda preocupação. Além dos episódios de violência e devastação e do clima generalizado de ódio e medo, cresce o receio de que o conflito se espalhe e que outros países da região, incluindo o querido Líbano, possam voltar a mergulhar na instabilidade.
Diante da situação, o líder religioso fez um apelo pelo fim da violência. “Elevamos nossa humilde oração ao Senhor para que o clamor das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra espaço para o diálogo, onde a voz dos povos possa ser ouvida”, afirmou.
O pontífice disse ainda confiar sua prece a Maria, Rainha da Paz, pedindo sua intercessão por aqueles que sofrem com a guerra e para que os corações sejam guiados “pelos caminhos da reconciliação e da esperança”.
Papa Leão XIV lidera a oração do Angelus da janela do Palácio Apostólico no Vaticano
REUTERS/Guglielmo Mangiapane/Foto de arquivo
Dia das Mulheres
Na mesma ocasião, ao lembrar o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), o pontífice destacou a necessidade de garantir igualdade e respeito às mulheres. Segundo ele, apesar de avanços, muitas ainda enfrentam discriminação e diferentes formas de violência desde a infância.
“Renovamos nosso compromisso com o reconhecimento da dignidade igual entre homens e mulheres. Infelizmente, muitas mulheres ainda são vítimas de discriminação e violência. A elas, de maneira especial, ofereço minha solidariedade e minhas orações”, declarou.
Também neste domingo (8), em um texto publicado na revista mensal Praça de São Pedro e no jornal italiano Corriere della Sera, por ocasião do Dia da Mulher, Leão XIV respondeu à carta de Giovanna, uma italiana que relatou ao pontífice o problema da violência de gênero.
O sumo pontífice afirmou que a interlocutora abordava um tema importante que sempre lhe causou grande sofrimento: “a violência nas relações, em particular a violência contra as mulheres”. Segundo ele, em um mundo muitas vezes dominado pelo pensamento violento, é necessário apoiar ainda mais as mulheres.
O papa também afirmou que elas podem ser atacadas por representarem “um sinal de contradição” em uma sociedade “confusa, incerta e violenta”, destacando que transmitem valores como fé, liberdade, igualdade, generosidade, esperança, solidariedade e justiça.
Segundo o pontífice, esses são “grandes valores”, frequentemente atacados por uma “mentalidade perigosa” que “infesta as relações”, gerando egoísmo, discriminação e desejo de dominação. Ele acrescentou que esses fatores muitas vezes levam à violência, como mostram casos recentes de feminicídio.
Leão XIV também afirmou que nenhum ato de violência deve ser subestimado e incentivou as vítimas a denunciar agressões. “Devemos eliminar essa violência e encontrar formas de transformar a mentalidade das pessoas; devemos ser pessoas de paz, que amem a todos”, declarou.
Apelo pelo diálogo
No Angelus do domingo anterior, o Papa já havia expressado “profunda preocupação” com a situação no Oriente Médio e no Irã. Na ocasião, ressaltou que a paz não pode ser construída por meio de ameaças ou do uso de armas.
“A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, afirmou.
Leão XIII alertou ainda para o risco de uma tragédia de grandes proporções caso a violência continue a se intensificar. Segundo ele, é necessário que as partes envolvidas assumam responsabilidade moral para interromper a escalada do conflito.
“Dirijo-me às partes envolvidas num apelo sincero para que detenham a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável”, disse.
Por fim, o Papa defendeu que a diplomacia volte a ocupar papel central na busca por soluções. “Que a diplomacia recupere seu papel e que o bem dos povos seja promovido — povos que anseiam por uma convivência pacífica fundada na justiça”, concluiu.
Com informações das agências de notícias Reuters, Radio France Internationale (RFI) e Vaticano News.
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