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sábado, janeiro 3, 2026
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‘Ela está sem poder sair de casa’, diz imigrante venezuelana sobre mãe após ataque dos EUA

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Aeronaves são vistas voando baixo durante explosões em Caracas
A professora Mileyvi Arzola, imigrante venezuelana que vive em São Paulo, contou ao g1 que a mãe está sem poder sair de casa, após o ataque em larga escala das forças americanas contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3).
Segundo Mileyvi, ela conseguiu falar com a mãe, que mora na Região Metropolitana de Caracas, capital do país, depois da captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. A mãe relatou que acordou assustada com o barulho das explosões.
Na rápida conversa, a mulher disse estar muito nervosa e afirmou ter recebido orientações para não sair de casa até que a situação no país se estabilize.
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“Ninguém está na rua. Não estão dando importância às palavras do Diosdado [Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela]. Acho que o regime caiu”, afirmou a professora, reproduzindo o relato da mãe.
Apesar da ordem para permanecerem em casa, moradores têm feito uma corrida aos mercados, que começam a ficar vazios, diante do clima de medo e incerteza, segundo o relato.
Mileyvi disse temer pela segurança da mãe e de outros familiares, além de criticar a falta de liberdade para se expressar sobre o governo venezuelano.
Ataque
Fumaça sobe no aeroporto de La Carlota após explosões e aeronaves voando baixo serem ouvidas em Caracas, Venezuela, no sábado, 3 de janeiro de 2026
AP Photo/Matias Delacroix
Uma série de explosões atingiu Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, na madrugada deste sábado. Pouco depois, o governo venezuelano afirmou que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos.
Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas.
O presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados e levados de avião para os Estados Unidos. De acordo com o presidente Donald Trump, o casal será levado a Nova York a bordo de um navio de guerra.
Sem informações oficiais sobre o paradeiro de Maduro e da esposa, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu a Trump uma prova de vida do presidente e da primeira-dama.
Maduro será julgado pela Justiça dos Estados Unidos em um tribunal de Nova York, anunciou neste sábado a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.
Segundo Bondi, Maduro e sua esposa foram formalmente acusados na Justiça dos EUA pelos seguintes crimes:
Conspiração para narcoterrorismo;
Conspiração para importação de cocaína;
Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
Conspiração para posse de metralhadores.
Já o chanceler venezuelano, Yván Gil, solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após os ataques.
Trump e Maduro
AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

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