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terça-feira, março 3, 2026
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O que revelam as imagens da sala de guerra de onde Trump supervisionou ataque ao Irã

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A sala de crise em Mar-a-Lago está totalmente equipada para que o presidente supervise operações militares a partir de lá
Casa Branca
A Casa Branca publicou quatro fotografias do presidente Trump e de membros de seu gabinete supervisionando os ataques aéreos no Irã, realizados por forças dos EUA e de Israel.
Uma análise mais atenta das pessoas retratadas e dos detalhes ao fundo revela muito sobre o que estava acontecendo na sala durante aqueles momentos tensos.
Quando presidentes dos Estados Unidos lançam uma ação militar, eles costumam fazê-lo a partir de uma instalação segura na Casa Branca especificamente projetada para isso, chamada de sala de crise.
Mas Donald Trump não estava na Casa Branca quando a ação militar começou na madrugada de sábado. Ele estava em Mar-a-Lago, a luxuosa mansão e clube que possui na Flórida, onde também passou grande parte do domingo monitorando os acontecimentos e conversando com a imprensa.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A sala de crise em Mar-a-Lago está totalmente equipada para que o presidente supervise operações militares a partir de lá, como já fez antes.
Em Mar-a-Lago, uma instalação de informações confidenciais compartimentadas (conhecida pela sigla SCIF, em inglês), onde se pode discutir informações classificadas, foi criada pela primeira vez em 2017 e restabelecida antes do retorno de Trump à Presidência.
O acesso à área é rigorosamente controlado, com regras estritas no que diz respeito ao uso de dispositivos eletrônicos.
Uma fotografia mostra Donald Trump, usando um boné branco com a sigla USA (EUA) bordada, enquanto supervisiona a situação no Irã.
Parece ser o mesmo espaço de onde ele supervisionou a operação para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro.
O grande mapa ao fundo mostra posições militares-chave na região, incluindo dois grupos de ataque de porta-aviões e bases que abrigam tropas norte‑americanas.
Os losangos vermelhos mostram a ampla gama de alvos dentro do Irã, uma diferença importante em relação aos ataques — mais focados — que os EUA e Israel lançaram contra as instalações nucleares iranianas em junho passado.
Em primeiro plano e desfocado, o diretor da CIA, John Ratcliffe, parece conversar com o presidente no momento exato em que a foto foi tirada.
A sala de crise em Mar-a-Lago está totalmente equipada para que o presidente supervise operações militares a partir de lá
Casa Branca
Relatórios sugerem que a Agência Central de Inteligência (CIA) havia passado meses rastreando o aiatolá Khamenei e foi responsável por determinar sua localização antes dos ataques que acabaram o matando.
Além de ocupar o cargo de secretário de Estado, nos últimos nove meses Marco Rubio também atuou como conselheiro interino de segurança nacional, o que o torna o principal assessor de Trump nesses temas.
Ele também foi o responsável por informar os membros do chamado “Gang of Eight” (Bando dos Oito, em tradução livre), o grupo bipartidário que reúne os principais líderes republicanos e democratas do Senado e da Câmara dos Deputados, sobre a Operação Fúria Épica antes dos ataques.
A única mulher na fotografia é Susie Wiles, chefe de gabinete do presidente e figura discretamente influente na Casa Branca. Logo atrás dela está seu adjunto, Dan Scavino.
Ele não tem nenhum papel formal em segurança nacional ou política externa, mas está em contato diário com o presidente e é um dos membros mais antigos de seu círculo íntimo.
A sala de crise em Mar-a-Lago está totalmente equipada para que o presidente supervise operações militares a partir de lá
Casa Branca
A Casa Branca compartilhou mais duas imagens do interior da sala. Uma delas mostra o chefe do Estado‑Maior Conjunto, Dan Caine — o militar de mais alta patente das Forças Armadas dos EUA — apontando para uma grande tela de computador o que parece ser um recurso militar no mar Arábico, logo ao sul do Irã.
Os generais de mais alta patente costumam usar seus uniformes quando se reúnem com o presidente na Casa Branca, mas o general Caine aparece vestido de maneira mais informal.
Na semana passada, veículos de imprensa americanos relataram que Caine havia alertado o presidente de que os EUA poderiam ser arrastados para uma guerra prolongada no Irã. Mas Trump desmentiu a informação, chamando-a de “notícias falsas”, e disse que o general acreditava que, diante de um possível conflito, poderiam “se impor facilmente”.
A outra fotografia é a única em que aparece o secretário de Defesa, Pete Hegseth, no extremo esquerdo da imagem. Espera‑se que ele informe o Congresso sobre a situação no Irã na terça-feira, junto com Rubio, Ratcliffe e Caine.
Também é possível ver Wiles com o que, à primeira vista, parece um relógio inteligente em seu pulso direito — o que seria incomum em uma instalação segura, devido aos riscos de segurança que poderia representar. No entanto, a Casa Branca negou que fosse um smartwatch, e o diretor‑executivo de uma empresa de monitoramento de saúde e atividade física afirmou que se tratava de um de seus dispositivos, que não possui microfone nem rastreamento por GPS.
Uma última fotografia publicada pela Casa Branca mostra a sala de crise em Washington, D.C., onde o vice-presidente J.D. Vance supervisionou a operação junto com o presidente por meio de uma teleconferência. Na parede é possível ver o selo da vice‑presidência.
J.D. Vance
Casa Branca
A sala de crise é um espaço de 460 metros quadrados que consiste em três salas de conferência com o equipamento de comunicação segura mais avançado e conta com uma equipe de mais de 100 membros.
Vance, que serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA por quatro anos, tem criticado governos anteriores por se envolverem em longos conflitos armados no exterior.
Na semana passada, Vance disse que “não havia nenhuma possibilidade” de que uma ação no Irã levasse os EUA a “uma guerra no Oriente Médio de anos de duração e sem fim à vista”.
Ao seu lado, na sala de crise, estavam Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional e também anti-intervencionista, bem como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Energia, Chris Wright.
Até o final do domingo, as forças norte‑americanas e israelenses haviam atacado mais de 1.000 alvos em todo o Irã, concentrando-se em centros de comando e controle, de defesa aérea e em mísseis balísticos, assim como no quartel‑general conjunto do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
O líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morreu rapidamente, assim como um grande número das principais figuras militares e de inteligência do Irã. Mas o país retaliou imediatamente, lançando uma chuva de ataques com mísseis e drones contra Israel, bases dos EUA e alvos civis em todo o Golfo Pérsico.
As autoridades americanas não especificaram um prazo para a operação, mas em 2 de março o Pentágono tentou assegurar aos norte‑americanos que ela não se tornaria uma “guerra interminável”.
O Irã apresenta resistência e, enquanto isso, os ataques continuam.

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