
Em nota, países latino-americanos expressam preocupação com ‘tentativa de controle governamental’ após ataque à Venezuela
Um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, neste domingo (4), afirma que países como Brasil, México, Chile, Colômbia e Uruguai expressam preocupação com “tentativas de controle governamental” após os Estados Unidos atacarem a Venezuela e capturarem o presidente, Nicolás Maduro.
Além das nações latino-americanas, o documento também é assinado pela Espanha.
“Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”, diz o texto.
Em nota, os países afirmam que tais ações constituem um precedente perigoso para a paz, além de colocarem em risco a população civil, e pedem que a situação na Venezuela seja resolvida sem interferências externas e respeitando “a vontade do povo venezuelano”.
Além disso, reafirmaram a situação na Venezuela deve ser resolvida por meios pacíficos, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional.
“Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana”, diz o comunicado.
Vídeo mostra maduro detido nos Estados Unidos
Reprodução
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos promoveram uma ação militar para capturar e retirar do país Nicolás Maduro. Ele foi levado a uma unidade de detenção em Nova York. A informação foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Em coletiva de imprensa, Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela e controlar a indústria do petróleo no país.
“Nós vamos administrar o país até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”, disse o norte-americano.
“Não queremos nos envolver com alguém, e depois termos a mesma situação dos últimos anos. Então vamos administrar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e cuidados”, acrescentou.
Trump não deu muitos detalhes sobre a duração ou a forma desse governo de transição. E não descartou a presença de tropas em solo venezuelano.
Reação do governo brasileiro
Após a operação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião ministerial para tratar da situação no país vizinho.
O chanceler Mauro Vieira, que estava de férias até a segunda-feira (6) adiantou o retorno e já está trabalhando em Brasília, de onde participará de uma reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), convocada para discutir a situação da Venezuela nesta tarde.
🔎A Celac é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países.
O Brasil também vai participar da reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir sobre a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que deve acontecer na segunda-feira (5) pela manhã.
Países latino-americanos expressam preocupação com ‘tentativa de controle governamental’ na Venezuela
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